Não tenho sorte com cães.
Abr 27
Eu consegui convencer o meu pai de trazer um cachorro pra casa aos sete anos de idade, ele dizia que a casa era pequena, que não tinha quintal, e nem lugar para o cão ficar, no problems, o coitado fica no meu quarto.
Final do ano passado o Rex morreu, sim eu não era muito criativa para nomes, o coitado era epilético, já tinha levado uma facada, atropelado duas vezes, e sempre pegava porrada quando saia na rua.
No dia, tinha um pedreiro quebrando umas coisas lá em casa, e o Rex queria da umas mordidinhas de leve no cara, só pra amaciar e tal, ai soltamos ele na rua, não me olhe assim, ele era acostumado a dar as escapadinhas dele! Umas duas horas depois, eu tava me arrumando pra sair, e eu ouço o Rex gritando, como se alguém tivesse matando ele.
Quando olho pra escada, ele tava la no último degrau da escada gritando (latindo?) ai eu pensei, ta tendo um ataque epilético de novo! “Mãe pega o remédio do Reeex”, mas quando eu o vejo, ele sai rebolando da escada, e para numa parte, começa a se esticar todo. Quando ele tinha ataques de epilepsia ele ficava com a cabeça muito quente, então eu comecei a jogar água na cabeça dele. O resultado é que ele rebolou por mais duas escadas, a casa tem três andares, e foi parar na sala.
Quando eu desci, o Rex tinha conseguido se arrastar até o portão de casa, e todos os vizinhos tentaram ajudar a colocar o remédio na boca dele, mas já era tarde. Não morreu de ataque epilético, morreu envenenado pelo vizinho, por que tinha matado o gato do coroa.







