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Alô, o Luis ainda mora aí?

Ago 04

Nunca mais tinha mexido no passado. A rotina não me deixava, a correria dos dias… Não vou reclamar, amo tudo isso. Mas uma hora a gente para, e vai mexer nas agendas velhas, cadernos do ensino fundamental e emails que você pensava que tinha apagado.

O mais engraçado é lembrar que com treze anos eu me achava dona do meu nariz, e até hoje  não sou. E certas coisas que pensava que tinha idade suficiente para fazer… Eu era só uma pentelha metida a rebelde, isso sim.

O cabelo vermelho foi embora, as tatuagens de hena também. Talvez todo mundo tenha que passar por essa fase, pelo menos a minha rebeldia nunca passou da aparência e da minha cara de mal.

Encontrei números de telefone de antigos amigos, que deixei escapar com o tempo. Liguei, e a pessoa não morava mais ali. Demorei demais? Provavelmente.

Lembrei de quando não precisava me preocupar com nada, lembrei do quanto menti, e de quantas vezes  me passei por vítima.

Talvez tenha magoado muita gente, ou então ter divertido alguns até demais, mas isso foi necessário para o meu crescimento físico, mental, social e tal. Não vou falar da velha história de que como é bom ter evoluído. Me arrepender de certas coisas eu me arrependo, mas não da pra limpar a merda agora… Ou será que dá?

É horrível ir atrás de pessoas que estavam ali na mesma rodinha que você, e não achar. Até mesmo os coleguinhas de classe mais estranhos, os que comiam cola, ou que sabiam enfiar os cinco dedos dentro da boca. Queria ver como eles estão hoje.

Os vestígios de que fui diferente estão acabando, em breve só eu saberei, a menos que eu encontre as pessoas que me deixaram divertida, estressada, irônica e também com algumas cicatrizes no joelho na boca e na cabeça.

8 Comentários

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  1. Henrique Artur Wint
    Ago 04 at 23:27Reply to this comment

    Eu acho mais estranho passar por essas pessoas na rua e elas não te reconhecerem mais, ou sendo pior ainda, os dois fingem que não se conhecem.

  2. Hamilton
    Ago 05 at 01:11Reply to this comment

    É bizarro isso mesmo. As vezes a gente cria essas “lacunas” de maneira idiota ou até mesmo sem querer, daí quando nos damos conta e percebemos o erro, nem sempre dá pra consertar.

    Acho que é normal, tanto passar por isso como fazer isso. Com o tempo a gente aprende a lidar melhor com essas lacunas.

    (Gostei do blog, feed assinado. Bjo.)

  3. Renata
    Ago 05 at 08:05Reply to this comment

    Pra mim, perceber que pessoas que já fizeram parte da minha vida sumiram é um pouco triste porque vejo como o tempo voou, quanto tempo faz que aconteceu… Às vezes encontramos fulaninhos por aí e nos surpreendemos com os diversos lados diferentes que a vida pode levar as pessoas. E ao mesmo tempo que é meio deprê, é fascinante também…

  4. mu
    Ago 05 at 09:39Reply to this comment

    Muito legal o post, me deixou com um gosto de nostalgia forte na boca.

  5. Charles
    Ago 05 at 23:44Reply to this comment

    parabéns pelo texto layla

  6. Wallace
    Ago 06 at 12:11Reply to this comment

    Já passei por isso, mas aí me lembro que as pessoas com quem estudei não me ligam tbm… Não me sinto culpado, no máximo ficamos quites!

  7. Jairo Soares
    Ago 06 at 17:44Reply to this comment

    Ando passando por essa fase…
    ah, ki saudade de kuando eu era mais novo :*-(

  8. Jairo Soares
    Ago 10 at 19:50Reply to this comment

    Ah, Layla, vc poderia me mandar seu endereço de e-mail? é q eu preciso tirar uma dúvida contigo

    té mais

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