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Posts from Julho, 2008

Vai ser o que quando crescer?

Jul 27

Não me pergunte o que eu quero ser. Se me perguntar, eu vou dizer que quero ser alguém com uma casa perto da praia, um carro esportivo e uma internet decente e com um preço justo.

Desde pequena que professores pais e parentes adoram me perguntar o que eu quero ser, talvez eu pareça ter cara de quem não querer ser nada, por isso a preocupação deles.

Aos sete anos eu dizia que eu queria ser a Sandy. Ninguém me perguntava o porquê, era Sandy e pronto. Mas hoje em dia se eu falar que sou Sandy, eles vão entender que eu quero viver de música e não trabalhar.

Aos doze cheguei em casa dizendo que seria professora de português, só faltei matar o velho.  Fez uma cara, parecia que eu tinha dito que queria ser hippie ou exercer a profissão mais antiga do mundo. Era um trabalho digno, mas que não dava grana, e segundo o meu pai, se não da grana, tira da lista.

Depois disse que seria advogada, mas sinceramente, converse uma hora comigo e perceberá que eu não tenho talento algum para defender alguém.  Nem preciso dizer do seu Zé que é formado em direito e trabalha limpando a Rua 24 de Maio. Mas a família gostou, da status, da dinheiro né? Dane-se eu não gosto.

Comecei a fazer testes vocacionais e vinham sempre os mesmo resultados: Publicidade, Jornalismo, Cinema…  Não vou ficar rica com nenhuma dessas carreiras.

Simples, eu tendo o meu dinheiro, o meu apartamento, e podendo me manter está tudo bem, eu quero fazer o que eu gosto, não acredito nessa de “ah eu vou acabar gostando”, porcaria nenhuma. Eu gosto de fotografia, de tecnologia, de música e de escrever, me diga a maldita profissão que envolva tudo isso e que me deixe todo final do mês com mil reais sobrando, e com uma dúvida cruel de como vou gasta-los.

Acredito que qualquer um pode ganhar bem com a sua profissão, basta ser o melhor de todos. Mas eu não vou ficar perdendo tempo da minha vida tentando ser a melhor.

Se me perguntarem o que eu quero ser, vou dizer que quero ser a Xuxa.

Eu confesso que ando sumida.

Jul 24

Eu vou esclarecer o porquê do sumiço por mais de duas semanas. Alguém deve se importar, não? Então, acredite ou não esse tempo todo eu tenho dormido… Sério, de duas as cinco, e de dez até quando deus deixa.

E eu não tenho tido idéias para postar. Até tinha, mas era durante o sono então eu não conseguia anotar nenhuma idéia, e quando eu começava a escrever algo sempre parecia uma… Merda.

Cheguei ao ponto de sonhar com bife e arroz. Fui arrastada pela minha mãe até a médica, a médica da língua enrolada falou algo do tipo “ér amebarr”. AMEBA só se for no rabo dela  nela. Eu não tenho ameba.

E também quando eu não estava dormindo eu estava estudando, ou organizando coisas para os jogos internos, e essa ameba que aqui escreve, como não sabe jogar nada, vai jogar futsal. É isso, espero voltar ao normal a partir da semana que vem. Por que nesse final de semana, eu vou dormir.

índia que não sabe nadar.

Jul 13

Quando se mora em um lugar que é cercado por água, o mínimo que se deve saber é nadar. Pois bem, eu tentei juro. Não sei se me falta coordenação motora, fôlego, ou algo mais, eu simplesmente já cansei de levar caldo e de ser salva por pseudo-s salva vidas (do tipo sem dente e magrelo).

É claro que eu entrei em uma aula de natação, comprei meu maiô azul da Mônica, e uma touca vermelha (combinação perfeita?!) e fui para a mesma aula que meus primos, só que meus priminhos já nadavam muito bem, só estavam lá para treinar. A piscina era dividida, uma parte funda, e uma parte rasa, e eu fui colocada em uma fila com toda a gurizada que não sabia nem boiar. O problema é que eu era muito obediente, mandava eu me jogar da ponte, eu me jogava… O professor da turma mais avançada assoprou o apito e gritou “pulem na água”, olhei para um lado, olhei para outro, e raciocinei que eu também tinha que pular, e pulei. Logo que eu pulei, quase gritei “tô nadando”, mas ai não senti o chão e o desespero começou. Socorro!Quando eu percebi, estava sendo puxada pela a alça do maiô pelo professor da minha turma. Levei um esporro aos seis anos de idade, e o mais incrível, eu me afoguei na piscina rasa.

Depois de muitas aulas aprendendo a borbulhar de baixo da água, e a prender a respiração, eu saí da aula. Afinal eu engolia tanta aula com cloro que já estava ficando doente. Agora me diz, tem pior coisa do que balneário com música ao vivo (forrópagodebolero) e um monte de gorda usando fio dental? Fora aquelas criaturas que levam pó descoloraste para se pintar a beira da piscina, porra tanto lugar pra fazer isso, e ela vai se melar toda em publico?! Continuando, certa vez eu fui, digo, fui muitas vezes, mas essa foi especial, porque eu quase morri, pra variar. Minha mãe disse “fica no raso”, e eu fiquei atravessando de uma ponta para outra, mas teve uma hora, que eu não percebi e desviei para o fundo. Minha mãe estava do outro lado da piscina, e viu, gritou, começou a correr pra perto e uma salva vidas que estava praticamente do meu lado perguntou da minha mãe ” Ela ta se afogando?” foi ai que eu dei uma de nadadora salvadora da própria vida e cheguei na borda, não dispensei um “Porra tu ta tentando salvar a vida de quem moleque?”.

A última que eu escapei de me afogar foi em um banho até meio legal. Estava minha família e a família da minha empregada, e nesse banho tinha um tanque especial, era um tanque com cinco metros de profundidade, e digamos que era uma grande atração, para quem sabia nadar. Eu estava  conformada a ficar na minha piscina que eu dava um pulo e só faltava deslocar os joelhos, mas a empregada disse “vamos lá, eu te seguro”, olhei para minha mãe e ela não disse nada, foi pra perto para garantir a minha sobrevivência.
“Quando pulei tratei de me segurar a ela, já que ela tinha garantido que me seguraria, mas a filha da mãe começou a se desesperar “me soooolta que eu tô me afogando”, mamãe gritou pro salva vidas e ele disse algo como ” Senhora eu não trabalho nesse tipo de piscina”, minha mãe não sabia nadar, o jeito foi eu me pendura no ombro da desgraçada da empregada tomar impulso até a borda. Bem feito, tomou uma bom caldo.

Então eu desisti, eu comprei um colete salva-vidas que brilha no escuro, super moderno. O que eu posso fazer se para uma pessoa com um metro e cinqüenta e três de altura até piscina de criança é funda? Pelo menos eu aprendi algo, salva vidas, não salva nem a própria vida, ainda mais se ele parece ter anorexia.

Imagem por Antonella Pugliese

Buraculo Tv!

Jul 05

Um webcast totalmente diferente, mais divertido que o programa do Adnet na mtv. Nesse episódio de estréia eles discutem sobre faculdade, ensino educacional, e claro, o lado negro de tudo isso. Eu sinceramente não vejo a hora de assistir o próximo episódio. Tão esperando o que? Cliquem aqui, e assistam o Buraculo TV!

Só para vocês sentirem a energia dessa turma muito louca, assistam o making of.

Não vem como esse papo de “ah eu vou mudar”

Jul 02

Quando você se fode em algo, você diz logo que vai mudar, que nunca mais vai repetir o erro  etc e tal. Vai sim e olha que vai. Se mudar fosse tão simples nós seriamos como os teletubbies, sorrindo e cantando por um gramado verde e bonito.

Não adianta jogar coisas do seu passado no lixo, ou fazer a pose do He-MAN e com a força do pensamento deixar todos os seus defeitos irem em bora com o vento. Sério isso não existe.

Você vai fazer um novo corte de cabelo, mudar de hobbys, e o máximo que vai conseguir é um bom partido e dinheiro a menos na conta corrente. Depois em uma situação diferente, em um lugar diferente, e claro com um corte novo de cabelo, você vai ta fazendo a mesma merda de novo.

Até Froid explica ” De erro em erro, vai se descobrindo toda a verdade.” Sabe qual é a verdade? É que de erro em erro você sempre vai chegar sempre a outro erro.

Não confunda mudar, com deixar de cometer erros, mude porque está de saco cheio da rotina, procure novos objetivos, faça aquilo que você tenha medo, isso pode parecer clichê mais é verdade, tente fazer as coisas por impulso de vez enquando, dane-se se você corre o risco de quebrar a cara (provavelmente você vai) pelo menos você se divertiu no espaço de tempo da indecisão ao ato.

Ligue o foda-se e viva, ao menos um dia na semana é recomendável.