Search

Rss Posts

Rss Comments

 

Posts from Abril, 2008

Dias: cada um com os seus.

Abr 09

Tem dias que é melhor nem levantar da cama, ou se for corajoso levante-se a vá encarar o dia que te espera. Quando tudo que você precisa é ficar deitada numa poltrona e comer pizza amanhecida, você tem milhares de coisas para fazer,e não pode perder nenhum segundo. Aí você levanta a bunda gorda da poltrona disposta a realizar todas as suas atividades pendentes, inclusive aquelas abdominais que você prometeu para si mesma que ia fazer. Você olha para todos os seus trabalhos, olha pro colchonete de exercícios, suspira, e volta para a sua pizza amanhecida.

Os dias que começam bem demais são ariscados, nunca vi história de dia perfeito, sempre acontece algo, às vezes no trabalho, às vezes na família. Chato é acreditar que você ta feliz e vai ficar feliz até o final do dia, e depois levar um susto ou uma decepção daquelas. Aí o motivo da alegria no começo parece ser insignificante momentos antes de dormir.

Bacana é quando o dia não ta nem bom nem chato, simplesmente não ta acontecendo nada e você esta totalmente estressada por não ter nada acontecendo e nem ter o que fazer, aí de repente acontece uma coisa super boa, até mesmo quando sai pra ir à padaria e encontra aquela sua amiga de infância. Nesses dias eu durmo até com um sorrisinho besta no rosto.

Odeio os dias que eu fico carente e não tem ninguém para repartir essa carência, e quando tem ou essa pessoa ta elétrica demais, ou ta pior que eu, e às vezes estão todos muito ocupados. São os famosos dias de “ninguém me ama, ninguém me quer” aí tu pega o cd mais deprê que achar, e fica ouvindo até aparecer algo mais produtivo para fazer, tipo dormir.

Queria pegar um táxi, ir ao cinema sozinha, comprar um milk-shake enorme só pra mim, e ver qualquer filme besta que tiver passando. Mas sabe como é, é perigoso demais para os meus 1,53 m, sair por aí.

De onde vem a minha (Ins)Piração

Abr 08

O primeiro meme a gente nunca esquece?! Eu fui convidada pelo Henrique do 21 horas para dizer de onde vem a minha bendita inspiração. Só para responder a esse meme eu já estou usando 70% da minha imaginação,os outros 30% são de coragem,por que preguiça em mim é o que não falta.

Eu bem que gostaria de dar notícias em primeira mão para os meus leitores, mas eu sou um pouco lerda pra isso, e quando eu tento fazer algo pressionada, e com pressa, eu sempre faço algo inútil e chato de ler.

Eu escrevo sobre minhas aulas, sobre amigos… Falo de coisas que eu nem sei ao certo, mas é minha opinião, e sempre tem alguém que concorda, e outros que não. Mas isso é totalmente natural.

O meu dia a dia é bem comum, e mesmo assim de vez em quando eu consigo transformar coisas idiotas, em textos bacanas. Minha inspiração vem daquela professora estranha, do taxista tagarela, do crente batendo na minha porta me dizendo que usar internet é coisa do diabo, essas coisas.

Minha inspiração vem no banho, ou no meio da aula de física, aí eu pego o meu bloquinho de post it e saio anotando todas as idéias que batem nessa minha cabeça e colo na parede do quarto, e fico desenvolvendo aos poucos cada idéia, às vezes fica bacana, às vezes não. Eu só espero um dia conseguir retirar todas essas idéias da parede.

E quem vai continuar esse meme?

Megalópolis

Victor Pencak

Leandro

Casar pra quê?

Abr 05

aliancas.jpg

Quando eu conheci o Funknet Leandro, ele me disse que não pretendia casar. Aí eu pensei logo, ou é gay ou quer ser padre.Mas não, ele tem uma teoria que eu estou começando a entender, e complementar também. A intimidade acaba com qualquer relação, e às vezes sentir saudade é a melhor coisa que há. Não importa se é amigo, namorado, ou parente. Cada um necessita de um espaço seu, e repartir banheiro, e cama talvez seja uma invasão ao espaço próprio.

Namoro: Durante o namoro é tudo muito lindo, o rapaz super educado, cheiroso. É quase uma Sandy, não bebe, não fuma e não… Quando janta na casa da namorada se oferece para ajudar na louça, trata bem a sogra e joga Playstation com o cunhado.

Encontram-se algumas vezes na semana, e matam a saudade acumulada durante dias, mal sabem eles que a graça de tudo aquilo era sentir a falta um do outro.

Noivado: Talvez seja o ápice da relação, por que, por mais que estejam comprometidos, ninguém é de ninguém (oba-oba).Ainda vivem nas suas casas,cada um com seu cesto de roupa suja,e deixam a sua escova de dente onde querem.

Casamento: É o fim da linha! Privacidade, espaço próprio, liberdade de deixar suas coisas em cima de qualquer canto… Isso não te pertence mais. Incrível como quando as pessoas se casam se tornam uma só para a sociedade, se você quer chamar aquele seu amigo para ir a um barzinho tem que chamar a esposa dele,mesmo que ela não beba,seja vegetariana,e ache que beber é um pecado.

Ninguém mais é cheirosinho, você acorda e olha para lado e pensa “ah, você aqui de novo”, palavrão virou adjetivo e vírgula, é um cagando e peidando fazendo suas necessidades fisiológicas na frente do outro, toalha molhada em cima da cama, calcinha pendurada na Box do banheiro, papel fora do cesto. A louça que antes o namoradinho se oferecia para ajudar a lavar, agora ta lá ás mocas.

Filhos: Filho se não foi feito por acidente, foi feito para mudar a rotina do casal, que já não se agüentando mais procura algo diferente para fazerem juntos, ou simplesmente para realizar o sonho de ser papa e mama. Mas isso só piora as coisas, e sabe por quê?

Porque na hora do rala e rola,Joãozinho seu filho,vai chorar porque teve pesadelo com o bozo e vai querer dormir na cama com os pais.Não podem sair para um barzinho se divertir,porque Joãozinho não tem com quem ficar,e se tem,pode ser alguma babá louca.

A mãe ta estressada porque Joãozinho tirou nota baixa em matemática, bateu no coleguinha, e levantou a saia da vizinha.

E Joãozinho ta estressado de tanto lá no fundo ser culpado do desastre que é o casamento de seus pais.

Mas calma Joãozinho, você não tem culpa, seus pais que quiseram casar, e você não pediu para nascer,faça a sua tatuagem,entre numa banda e finja que ta tudo bem.

Você não concorda?

Não isso aqui não vai virar o blog do solteirão versão feminina, e você pode até falar “quem é ela para falar sobre casamento”, pois é meu colega,nunca casei,nunca fiquei noiva,e nem tenho um Joãozinho para cuidar,mas acredite eu sei bem o que é isso.

Talvez isso que eu falei não se aplique a todas as famílias, quem sabe ainda existam as famosas famílias, igual aquelas das propagandas de margarina que a esposa fala “amor passa a margarina” todo mundo sabe que não é bem assim, é tanta correria, um atrasado para o trabalho, os filhos atrasados para e escola, ninguém, mas se importa com o sentimento do outro.

Acha que vou virar freira?

Quando eu casar, vou ter um banheiro para mim, se meu marido roncar, ou ele faz um tratamento ou peço divórcio. Terei liberdade, não casarei para virar uma pessoa só, até porque meus caros, dois corpos não ocupam o mesmo espaço, se antes eu tinha uma vida, depois continuarei tendo.

Ter jornal é um perigo.

Abr 02

jornal

Lá pela a quarta série, enquanto todo mundo dançava Rouge ou dançava alguma coisa, eu tinha idéias mirabolantes e tinha maluco pra ir na corda junto comigo,dessas loucuras surgiu o jornal Ti Ti Bum (é o nome era ridículo).

Para simplificar, era uma folha de papel A4 dobrada no meio com textos que de nada serviam para a humanidade. Era horóscopo, letra de música, tirinhas, enquetes, ah a parte de piadas era a coisa mais tosca.

Por causa das piadas de loiras, uma menina de outra turma (repetente e três vezes maior que eu) veio me dizer que se na próxima edição eu colocasse piada de loira eu ia pegar porrada.

Eu morrendo de medo tratei de não colocar piada sobre loira, ai dei o disquete para o outro menino da sala que tinha computador, naquela época ter computador era raridade. O leso do meu colega Bambi colocou piadas de loiras…

O jornal era vendido por quinze centavos, dinheiro apenas para pagar a maldita folha de papel. Ainda bem que naquele dia a menina perseguidora de baixinhas inocentes estava sem grana. Eu estava aliviada, passamos pela sala dela e ela não comprou um exemplar daquele jornal tão tosco.

É, eu tinha escapado, ai la estava eu na hora da saída com minha mochilinha da turma da Mônica nas costas ,quando ouço um grito dos infernos “Ei nanica!”.Vejo a visão dos infernos aquela gorda enorme correndo na minha direção. Corre Layla! Rapaz, eu corri, já tava chegando ao final da rua quando eu vejo a diretora dando um esporro na menina e me chamando.

Quando voltamos para a escola, meu colega bambi falou que a menina tinha me dado uns cinco murros, me chutado e me ameaçado de morte. Fiquei foi com pena do dragão, correu tanto atrás de mim que teve crise de asma, ainda se ferrou por causa do meu amigo. Eu sempre saio de vítima,até quando eu tenho culpa,tem nem graça,quer dizer as vezes eu escapo de boas.

Esse maldito jornal me rendeu boas histórias, mas isso fica para outro post.Hoje em dia se eu encontrar uma cópia daquilo eu saio correndo.