Brincadeiras do mal
Jan 28

Eu sempre estudei e ainda estudo, em escola católica ,cheio de feiras doidas por pecado e num outro colégio tinha um padre que gritava algo como “bambini dell’inferno” só porque os meninos , tomavam o cigarro dele (queriam só o bem do coitado).
Então as regras nessas escolas sempre foram claras: Nada de namorar no estabelecimento de ensino, nada de desrespeitar os funcionários, e nada de praticar brincadeiras do mal.
Brincadeiras do mal?! Quem nunca participou daquelas brincadeiras, que envolvem vasos sanitários e batidas de palma…Maria Sangrenta, Maria Fumaça e o caraio a quatro. Sinceramente o máximo que eu já vi, foi uma privada transbordar, aquilo sim foi uma coisa assustadora.
Mas pra falar a verdade eu sempre tive uma preferida, a brincadeira do copo. Quando eu tava na sexta série , e devido a uma forte chuva a luz tinha ido embora, e as salas de aula ficavam muito escuras (claro, você abria a janela e dava de cara para um muro) e as freiras não queriam liberar os alunos pra ir pra casa. Então os professores foram conversar e os alunos foram fazer a festa hahaha.
Eu sempre me dei bem com pessoas mais velhas então naquele dia eu fui pra sala da turma da sétima série , e la eles estavam se preparando para uma rodada de Tábua Ouija . Eu gaiata como sempre e muito curiosa, tratei de entrar na rodinha e ajudar a escrever as letras nos papeis .
Aí começou a brincadeira, ai a do meio falou “ Tem alguém ai?” metade de quem tava ali, tava rindo pra caramba, outra metade, pra piorar falava “respeita o espírito pow”.
Quando ninguém tava acreditando mais que o copo se move :O , não sei se era alguém que tava empurrando, mas se moveu mesmo. O copo so ia pro SIM e pro NÃO (era um espírito indeciso).
Ouvimos o barulho da porta, entrou alguém e ficou nos olhando por cinco segundos, era a Irmã Rosana! Aquilo era pior do que qualquer fantasma. Ela pegou o nosso copo, e gritou “ vão ser todos suspensos!” e pisou nas nossas letrinhas da brincadeira.
Depois na diretoria a fila pra assinar a advertência, mas peraí cadê a Layla?
Eu? Ora, eu quando vi que tinha alguém entrando, não esperei pra ver se era o espírito, o capeta, ou gasparzinho, não. Eu corri, quer dizer eu engatinhei pra debaixo da mesa de professor e assisti toda aquela palhaçada. Sorte que ninguém me caguetou .
Tava esperando uma história de terror? Pow foi mal não foi dessa vez.
Jan 28 at 19:42
Que medo… hahaha
Jan 28 at 19:56
apskapskpoaskaspk
que pariu, layla tu eh mto espertinha pro meu gosto!
kkkkkkkkkk
Jan 28 at 22:40
eu adorava fazer essas brincandeiras
hueuehueh
:**
Jan 29 at 00:49
huahuahua essas brincadeiras sempre rendiam altas rizadas! hahaha =D
Eu lembro que tinha a brincadeira do compasso… Nunca dava certo =/
Jan 29 at 04:16
eu nunca acreditei na veracidade dessas brincadeiras
e se me chamassem, eu ia ajudar a mover o copo sutilmente pra parecer tudo coisa real
baah
Jan 30 at 02:57
Muito bom seu texto.
Comigo aconteceu algo diferente. Mas interessante. Eu fiz Economia na Universidade Católica de Brasília. Lá estudam muitos padres. E alguns pastores também. Um dia cheguei mais cedo para a aula e, ao entrar na sala, encontrei um padre e um pastor quase saindo aos tapas, por questões religiosas. Entrei no exato momento em que o pastor dizia: ‘- É? E você pensa que eu não sei das forças malignas contidas naquela bula papal que vocês recebem quando são ordenados?’. E vi quando o padre respondeu: ‘E você pensa que não sei que o anel do pastor afeta o lítio existente no cérebro, fazendo a pessoa se descontrolar, parecendo mesmo que está com o demônio?’. Eu fiquei parado, nas esperança de que dissessem mais coisas. Mas eles me viram e decidiram parar a discussão.
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